O presidente americano, Donald Trump, demitiu na madrugada desta terça-feira quatro funcionários de alto escalão nomeados por seu antecessor e alertou que "mais de mil" serão destituídos, em sua primeira mensagem publicada na rede social Truth desde que assumiu o cargo.
"Meu Departamento Pessoal Presidencial está ativamente no processo de identificar e demitir mais de mil cargos nomeados pelo governo anterior que não se enquadram em nossa visão de tornar a América grande novamente", postou Trump na plataforma.
Ele identificou os quatro funcionários como o chef espanhol José Andrés, do Conselho Presidencial de Esportes, Saúde e Nutrição; Mark Milley do Conselho Consultivo Nacional de Infraestrutura; Brian Hook, do Centro Internacional Woodrow Wilson para Acadêmicos, e Keisha Lance Bottoms, do Conselho Presidencial para Exportações.
"Que isto sirva como aviso oficial de rescisão para esses quatro indivíduos, com muitos outros por vir", dizia a mensagem. Ele concluiu com as palavras em maiúsculas "VOCÊ ESTÁ DEMITIDO!" usadas por Trump em seu programa de televisão "O Aprendiz".
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Tarifas para Canadá e México
Trump disse que pretende impor tarifas sobre produtos do Canadá e do México no dia 1º de fevereiro. Ao falar com jornalistas enquanto assinava uma série de ordens executivas, Trump citou a possibilidade de aplicar tarifas de 25%, mas disse que a alíquota ainda será definida. O presidente não citou quais produtos seriam taxados.
“Se você quer evitar tarifas, tudo o que você precisa fazer é construir sua fábrica nos Estados Unidos”, afirmou Trump, que acrescentou que deseja que muitos trabalhadores estrangeiros continuem indo para o país, desde que de forma legal.
O novo chefe da Casa Branca também disse que os Estados Unidos “muito provavelmente” irão parar de comprar petróleo da Venezuela e que já tem conversado sobre o tema com o novo secretário de Estado, Marco Rubio.
Trump ainda disse que o presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, estaria interessado em fazer um acordo para pôr fim à guerra contra a Rússia. 'Eu acho que ele [Zelenski] estaria muito melhor se essa guerra terminasse', afirmou.