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Trump se reúne com Mitt Romney

Ex-candidato republicano é cotado para assumir secretaria de Estado na próxima gestão

Trump pode indicar ex-desafeto Romney à secretaria de Estado
Trump pode indicar ex-desafeto Romney à secretaria de Estado Foto : Don Emmert / AFP / CP
Em seu primeiro fim de semana fora de Nova Iorque desde sua eleição à presidência americana, Donald Trump recebeu neste sábado em um de seus campos de golfe o ex-candidato presidencial Mitt Romney, que, segundo especulações, poderia dirigir o Departamento de Estado.

"Tivemos uma grande conversa sobre os vários palcos mundiais onde os Estados Unidos têm interesses significativos", declarou Mitt Romney após o encontro de quase uma hora e meia.

"Nós trocamos pontos de vista sobre esses assuntos, uma discussão muito completa e em profundidade durante o tempo que compartilhamos. Eu aprecio a oportunidade de conversar com o presidente eleito, e espero com impaciência a próxima administração", declarou Mitt Romney, na breve declaração à imprensa. "Tudo ocorreu muito bem", ressaltou Trump.

Chefe da diplomacia?

Além de Mitt Romney, Trump recebeu neste sábado o general da reserva James Mattis, potencial candidato para a Defesa, Michelle Rhee, que dirigiu as escolas públicas de Washington entre 2007 e 2010, e vários empresários, incluindo Lew Eisenberg, Andrew Puzder, Betsy Devos e Todd Ricketts, dono do time de beisebol Chicago Cubs.

Mas Mitt Romney, candidato republicano à Casa Branca em 2012, lidera, sem dúvida, as atenções. Sua nomeação na futura administração Trump como, por exemplo, secretário de Estado, seria uma boa jogada e poderia fornecer segurança aos aliados dos Estados Unidos.

Mitt Romney, de 69 anos, distanciou-se da política americana desde que perdeu para Barack Obama em 2012, mas havia criticado duramente em março Donald Trump nas primárias, por sua linguagem e ideias. "Donald Trump é um charlatão, uma fraude. Suas promessas não valem mais do que um diploma da Universidade Trump. Ele trata os americanos como pombas", disse em um discurso contundente.

Se for nomeado secretário de Estado, o posto mais importante na ordem protocolar logo após o vice-presidente, o ex-candidato à Casa Branca poderia apoiar-se em sua forte reputação global, embora lhe falte experiência em diplomacia.