O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu nesta quarta-feira não vender armas para pessoas que figuram em listas de vigilância anti-terrorismo, correndo o risco de arrumar briga com o poderoso lobby das armas e seu partido.
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Trump, que clama seu apoio ao direito dos cidadãos de portar armas, disse em um tuíte que ele iria "reunir-se com líderes do lobby das armas (NRA), que apoiam a minha candidatura, sobre uma proibição às pessoas que estão na lista de vigilância anti-terrorismo ou uma lista de exclusão de voo de comprar armas de fogo". Esta sugestão pode colocá-lo em maus lençóis com o lobby, muito poderoso, que na terça-feira escreveu que "restrições, como uma proibição de venda de armas para pessoas em listas de vigilância, são ineficazes, inconstitucionais, ou ambos".
A sugestão do candidato também poderia causar problema no Partido Republicano, cuja maioria dos membros defendem ardentemente o direito de possuir uma arma e veem com maus olhos quaisquer restrições. A sugestão de Donald Trump surge poucos dias após o massacre em uma boate gay em Orlando que fez 49 mortos e 53 feridos. Omar Mateen, o agressor que foi morto pela polícia, estava armado com um fuzil e uma pistola compradas legalmente pouco antes do ataque.
Trump sugere proibir venda de armas a pessoas sob vigilância anti-terrorismo
Sugestão foi feita alguns dias após massacre na boate gay Pulse em Orlando