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Trump sugere que vai acabar com Nafta

Republicano fez discurso populista no Arizona

Manifestantes contra Trump foram dispersados com violência pela polícia
Manifestantes contra Trump foram dispersados com violência pela polícia Foto : DAVID MCNEW / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP / CP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje que não acha que seu país poderá fechar um acordo sobre a renegociação do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês), com o Canadá e o México. "Acho que vamos ter de acabar com o Nafta", disse o presidente durante discurso no comício em Phoenix, Arizona.

Trump voltou a defender as políticas protecionistas de seu governo e disse que o Canadá "e principalmente o México" se aproveitaram de acordos que os beneficiaram em detrimento do crescimento econômico dos EUA. "Nós nos tornamos exportadores de energia pela primeira vez na história, recentemente". "Somos a nação que construiu o canal do Panamá, venceu duas guerras mundiais, pôs o homem na lua e derrotou o comunismo", afirmou o presidente em seu discurso patriótico.

O republicano voltou a falar de seus planos para melhorar a infraestrutura dos EUA. "Vamos construir pontes, rodovias, hidrovias, lindas obras de arte com mãos americanas". "Vamos comprar produtos americanos e contratar americanos". "Não vamos deixar que outros países fechem nossas fábricas, roubem nossos empregos e drenem nossas riquezas". Ele também reiterou que vai baixar os impostos para a classe média e pediu a colaboração de congressistas.

O presidente atacou críticos de seu governo e acusou os democratas de obstruírem, no Congresso, projetos de lei sobre saúde. Após fazer duras críticas à imprensa e se defender de acusações de racismo, na esteira da manifestação violenta de supremacistas brancos em Charlottesville, Trump reiterou a promessa de construir o muro na fronteira com o México, arrancando aplausos da plateia entusiasmada.

Trump defendeu sua abordagem com o regime do líder norte-coreano, Kim Jong Un, com quem trocou ameaças de ação militar recentemente. "eu começo a acreditar que Kim Jong Un está começando a nos respeitar", disse. Protestos contra o presidente ocorreram na cidade, e a polícia de Phoenix controlou as manifestações com bombas de gás lacrimogênio e spray de pimenta.