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Trump também decide retirar parte das tropas do Afeganistão

Defesa dos EUA teve dia polêmico, com saída da Síria e renúncia do secretário Jim Mattis

Defesa dos EUA teve dia polêmico, com saída da Síria e renúncia do secretário Jim Mattis
Defesa dos EUA teve dia polêmico, com saída da Síria e renúncia do secretário Jim Mattis Foto : Brendan Smialowski / AFP / CP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu retirar do Afeganistão uma "significativa" quantidade de militares estacionados naquele país, informou nesta quinta-feira uma fonte americana à AFP. "A decisão já foi tomada. Teremos uma retirada significativa", declarou a fonte, que pediu para não ser identificada.

Atualmente, os Estados Unidos têm cerca de 14 mil homens no Afeganistão, na missão da Otan de apoio às forças afegãs e em operações de combate ao terrorismo. Trump tomou a decisão na terça-feira, no mesmo dia que informou ao Pentágono seu desejo de retirar as tropas americanas da Síria.

A medida ocorre no mesmo dia da renúncia do Secretário de Defesa, Jim Mattis. Muitos observadores alertam para o risco de uma retirada americana precipitada, que deixaria o caminho livre na Síria aos aliados do presidente Bashar al-Assad, a saber a Rússia, grande rival dos Estados Unidos, e o Irã, verdadeiro inimigo do governo Trump. O presidente americano manifestou várias vezes sua intenção de retirar suas tropas desse país, enquanto vários membros de seu governo expressaram divergências sobre essa questão delicada.

O republicano reclama dos custos bilionários das campanhas americanas no Oriente Médio, que seriam melhor gastos em benefício dos contribuintes americanos. Ele também defende deixar a tarefa "para os outros", principalmente os países árabes do Golfo. Na primavera (no hemisfério Norte), quando o assunto voltou ao debate, um compromisso para confirmar o status quo sem ferir a sensibilidade do magnata imobiliário foi encontrado: o governo anunciou que a retirada continuava sendo "um objetivo", mas nenhum calendário foi definido.

Na semana passada, o enviado americano para a coalizão internacional antijihadista, Brett McGurk, declarou que os americanos deveriam permanecer na Síria por algum tempo. "Mesmo que o fim do califado como território esteja agora claramente ao alcance das nossas mãos, o fim do EI vai demorar muito mais tempo", disse ele à imprensa em Washington, porque "existem células clandestinas". "Ninguém é tão ingênuo a ponto de dizer que eles vão desaparecer" da noite para o dia, completou, insistindo em que "ninguém declara 'missão cumprida'".