A procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega, uma chavista história que se rebelou contra o presidente Nicolás Maduro, deve comparecer nesta terça-feira ao Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), o qual decidirá se abre um julgamento que possa levar a sua destituição do cargo.
O plenário do TSJ inicia a audiência às 10h locais (11h, no horário de Brasília). Nela, a mais alta instância jurídica do país determinará se Ortega incorreu em "falta grave". Antes que Luisa tome a palavra para se defender, o deputado da base governista Pedro Carreño fará suas argumentações pela consideração de mérito - por parte do Supremo - de seu pedido contra a procuradora. O político a acusa de "mentir" por ter afirmado que não aprovou a eleição de 33 magistrados feita em 2015 na legislatura anterior, de maioria chavista.
A audiência pode sofrer alterações, porque a procuradora recusou 17 magistrados. Antes da sessão, o TSJ deve emitir uma declaração sobre "temas de interesse nacional". Apoiada pela oposição e por chavistas críticos a Maduro, Ortega se tornou a voz mais dura contra o presidente, responsabilizando-o pela "ruptura da ordem constitucional".
A denúncia foi feita pela procuradora após sentenças do TSJ que minaram o Poder Legislativo, nesta terça-feira sob controle da oposição. "Não descansarei até que a Venezuela retome o caminho das liberdades", prometeu essa advogada de 59 anos, em uma mensagem ao país na véspera da audiência.
TSJ decide destino de procuradora que desafia Maduro
Julgamento pode levar Luisa Ortega à destituição do cargo