O principal sindicato tunisiano, que teve um importante papel nos protestos pela deposição do presidente Zine El Abidine Ben Ali, recusou-se a reconhecer o novo comando do país, segundo um funcionário da entidade. O Sindicato Geral dos Trabalhadores Tunisianos (UGTT, na sigla em francês), tomou a decisão em uma reunião extraordinária.
Já o popular partido islâmico Ennahdha afirmou que não pretende concorrer nas eleições presidenciais e denunciou o novo governo como "de exclusão". Um porta-voz da sigla em Paris, Houcine Jaziri, disse que o partido tomará parte apenas nas eleições legislativas. "Não haverá transição democrática sem o Ennahdha", afirmou.
Ministros
o primeiro-ministro Mohammed Ghannouchi, que ficou no cargo após a saída de Ben Ali, manteve vários ministros do antigo regime, dizendo que os que permaneceram têm "as mãos limpas". Hoje, o ministro dos Transportes e Equipamentos, Anouar Ben Gueddour, afirmou que ele e outros dois ministros vinculados ao sindicato UGTT deixaram o governo. A saída das autoridades ocorre apenas um dia após Ghannouchi anunciar a administração interina,que incluía oposicionistas.
Não está claro ainda se a saída dos ministros poderia causar a queda do novo governo. Os outros ministros que deixaram o cargo são Houssine Dimassi, do Trabalho, e Abdeljelil Bedoui, que não tinha uma pasta específica. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.