A operação aconteceu poucos dias depois das manifestações da comunidade curda na Turquia que terminaram em violência e deixaram 34 mortos, centenas de feridos e muitos danos. Os manifestantes protestavam contra a recusa do governo islamita conservador a intervir militarmente para salvar a cidade curda síria de Kobane, cercada há várias semanas pelos jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI).
Em 2012, o governo turco iniciou negociações com o líder detido do PKK, Abdullah – calan, para tentar acabar com uma rebelião que provocou quase 40 mil mortes desde seu início, em 1984. Os rebeldes curdos decretaram um cessar-fogo unilateral em março de 2013 e começaram a retirar parte de seus combatentes da Turquia, que seguiram para o monte Kandil, ao norte do território iraquiano.
Mas há um ano interromperam o deslocamento, pois consideraram que o governo de Ancara não cumpriu as promessas de reformas a favor da minoria curda do país, de aproximadamente 15 milhões de pessoas. A tensão voltou com força com a ofensiva dos jihadistas contra Kobane, chamada de Ain al-Arab em árabe. Abdullah – calan advertiu que a queda de Kobane para o EI representaria o fim do processo de paz.
O presidente turco Recep Tayyip Erdogan criticou as manifestações curdas, mas prometeu fazer o possível para prosseguir com o diálogo.