O governo turco cumpriu suas ameaças e bombardeou, neste sábado, uma zona controlada pelas milícias curdas no norte da Síria, assim como alvos do governo sírio no noroeste do país. O ataque pode complicar a resolução da crise no país.
Arábia Saudita e Turquia já haviam advertido que poderiam lançar uma operação terrestre na Síria. O anúncio provocou alertas por parte do presidente Bashar al-Assad e alarme em Estados Unidos e Rússia.
De Munique, onde participa da Conferência Anual de Segurança, o secretário de Estado americano, John Kerry, advertiu que as decisões que forem tomadas nos próximos dias podem abrir as portas para "um conflito mais amplo".
"Estamos em um momento fundamental" entre a guerra e a paz, insistiu Kerry. Washington pediu à Turquia que suspenda esses ataques.
Exército confirma ataque
O Exército turco confirmou que ter atacado, neste sábado, posições do partido sírio União Democrática (PYD), no norte da Síria, e que também respondeu a disparos das forças do governo de Damasco contra um posto militar turco na região de Hatay, informou a agência estatal de notícias Anatolia.
As forças armadas bombardearam alvos do PYD perto da localidade de Azaz na província síria de Aleppo, disse a agência, citando uma fonte militar.
O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, deu declarações que parecem confirmar os ataques contra os curdos.
"De acordo com as regras de combate, respondemos às forças situadas em Azaz e em seus arredores que supunham uma ameaça", afirmou, também citado pela Anatolia.
Em visita à cidade de Erzincan, no leste do país, Davutoglu se referiu a essas forças - ao que parece, uma alusão ao PYD - como "um grupo terrorista, que é um braço do regime sírio, colaboracionista e cúmplice dos ataques russos contra civis".
Turquia bombardeia zonas controladas por curdos no norte da Síria
Arábia Saudita e Turquia já haviam advertido que poderiam lançar uma operação terrestre no país