O governo da Turquia confirmou nesta quinta-feira que oito turcos e um americano de origem turca foram mortos no início da semana no ataque israelense a uma frota de seis navios de ajuda humanitária. As embarcações, que transportavam ativistas pró-palestinos, tentaram furar o bloqueio imposto à Gaza por Israel.
O estudante Furkan Dogan, de 19 anos, era um dos mais novos ativistas entre os nove que foram mortos no ataque à flotilha de ajuda humanitária à Gaza. Dogan que nasceu nos EUA e se mudou para a Turquia aos dois anos de idade, tinha dupla cidadania, turca e norte-americana, foi identificado pelo pai, Ahmet Dogan, no necrotério e morreu com um tiro na testa. O pai do ativista disse que a família não está triste porque acredita que o filho morreu com honra. "Sinto que meu filho foi abençoado com o céu", disse ele. "Espero ser um pai com um filho notável".
O ataque, ocorrido na segunda-feira, provocou reações de protesto em todo o mundo. O gabinete do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, divulgou hoje um comunicado identificando as nove vítimas, todos homens entre 19 e 61 anos, o mais jovem dos quais era o turco com cidadania dos EUA.
Depois de examinados em Istambul, os corpos foram entregues a familiares, segundo o comunicado. A perícia identificou marcas de tiros em todos os ativistas e apontou que um deles foi morto à queima-roupa. As circunstâncias exatas das mortes só serão determinadas pelo exame de balística, que deverá ser concluído em cerca de um mês, afirma o comunicado.
As vítimas estavam todas a bordo do navio turco Mavi Marmara, que liderava a frota humanitária. Israel afirma que soldados seus foram atacados por passageiros da embarcação, mas os ativistas alegam que a ofensiva partiu dos israelenses. As informações são da Dow Jones.
Turquia confirma morte de americano em ataque de Israel
Estudante Furkan Dogan era um dos mais novos ativistas entre os que foram mortos no ataque