Israel e Turquia conseguiram, nesta quinta-feira, fechar um acordo de reconciliação, após a crise provocada pelo ataque israelense contra um navio turco que se dirigia para Gaza, em 2010. Decisão foi firmada em segredo na Suíça e estabelece uma indenização israelense às vítimas do ataque e o retorno dos respectivos representantes diplomáticos, assim como o início das negociações para exportar gás para a Turquia, depois da assinatura do texto - segundo fonte, que falou sob a condição do anonimato.
Todas as ações judiciais turcas contra Israel serão retiradas e a Turquia impedirá o alto membro do Hamas, Salah Aruri, de operar a partir de seu território. Israel acusa Ancara de ter deixado durante um longo tempo a Aruri planejar ataques a partir do solo turco.
Segundo fonte, negociaram da parte israelense o próximo chefe dos serviços secretos, o Mossad, Yossi Cohen, e um enviado especial para a Turquia, Joseph Ciechanover. Do lado turco interveio o vice-ministro das Relações Exteriores, Feridun Sinirlioglu. O anúncio ocorre horas depois do feito por Israel de que começaria a extrair gás de jazidas em frente à sua costa mediterrânea.
A Turquia atravessa atualmente uma grave crise com a Rússia após a derrubada de um caça russo. Ancara compra, ainda, mais da metade do gás que utiliza de empresas russas.
Em 31 de maio de 2010, comandos israelenses atacaram em águas internacionais seis embarcações civis que levavam ajuda humanitária para Gaza. Em um destes ataques dez turcos morreram, o que provocou uma grave crise entre os dois países. Ancara expulsou o embaixador israelense e exigiu desculpas e indenizações de Tel Aviv, assim como o fim do bloqueio da Faixa de Gaza.
Turquia e Israel acertam reconciliação
Todas as ações judiciais turcas contra os israelenses serão retiradas