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Turquia se nega a pedir desculpas por abater avião russo

Somente um dos pilotos sobreviveu após a queda da aeronave

O ministro turco das Relações Exteriores Mevlut Cavusoglu afirmou nesta quinta-feira que seu país não se desculpará por ter abatido um avião militar russo na fronteira síria, como exige Moscou. "Não precisamos nos desculpar por um assunto em que temos razão", afirmou o ministro, cujo país mantém a versão de que o avião russo violou seu espaço aéreo.

Pouco antes, o presidente russo Vladimir Putin se queixou de não ter recebido ainda qualquer desculpa da Turquia. Antes da queda da aeronave, os pilotos conseguiram ejetar-se e saltar de paraquedas. Um foi morto e o outro considerado desaparecido. Para encontrar o sobrevivente, teve início uma operação de uma unidade de elite dos serviços de inteligência da aviação síria, formada por 11 integrantes, auxiliados por um tradutor de russo e comandados por um oficial.

Segundo o jornal, a operação começou na terça-feira às 11h locais no aeroporto de Hmeimim, quartel-general das forças russas ao sul de Latakia, depois que estas localizaram a área em que estava escondido o piloto Konstatin Mourajtin.

Os 11 integrantes da unidade de elite síria, acompanhados pelo tradutor, seguiram para o local. A operação durou quase 12 horas e "terminou perfeitamente", afirma o Al-Watan. De acordo com o jornal, "um drone russo comunicou às forças especiais síria a posição do piloto e a dos grupos terroristas. Ele foi localizado graças a seu GPS durante uma corrida contra o tempo, porque os terroristas também estavam procurando".