A rede de TV americana NBC informou, na noite desta quarta-feira, que um dos suspeitos pelo atentado contra a revista Charlie Hebdo foi morto e os outros dois capturados. A rede citou duas fontes ligadas ao contraterrorismo dos Estados Unidos. Posteriormente, entretanto, a NBC relatou que seus informantes recuaram, dizendo que os canais de comunicação na França estavam "inconstantes" sobre a situação dos prováveis atiradores.
Mais cedo, as autoridades divulgaram os nomes dos possíveis envolvidos no ataque ao periódico francês: Hamyd Mourad, de 18 anos; Said Kouachi e Cherif Kouachi, ambos ao redor dos 30 anos. Doze pessoas foram mortas e 11 ficaram feridas na ação creditada a radicais islâmicos.
O presidente François Hollande dirigiu-se até o local e confirmou tratar-se de um ataque terrorista, o mais violento registrado na França em 40 anos. "Dois homens armados com kalashnikovs e um lança-foguetes invadiram a redação da revista de humor Charlie Hebdo no distrito XI de Paris. Uma troca de tiros aconteceu com as forças de segurança", contou uma fonte ligada à investigação do caso. Segundo fontes policiais, os autores do ataque gritaram "Vingamos o Profeta!", em referência a Maomé, alvo de uma charge publicada há alguns anos pela revista, o que provocou revolta no mundo muçulmano.
Ao abandonar o prédio, os agressores atiraram contra um policial, atacaram um motorista e atropelaram um pedestre com o carro roubado. "Ouvi disparos, vi pessoas encapuzadas que fugiram em um carro. Eram pelo menos cinco", declarou Michel Goldenberg, que tem um escritório vizinho na rua Nicolas Apert, onde fica a sede da revista.
TV americana recua sobre captura de suspeitos do ataque em Paris
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