Strilkove não é a primeira posição ocupada pelas tropas de Moscou fora da região da Crimeia. O posto de controle de Chongar, controlado por forças russas e milícias pró-Moscou, também fica um quilômetro ao norte da fronteira administrativa.
Veto na ONU
Hoje, a Rússia vetou uma resolução impulsionada pelos países ocidentais que denunciava o referendo de domingo na Crimeia, enquanto a China se absteve, no Conselho de Segurança da ONU. O projeto de resolução foi rejeitado devido ao voto de Moscou. Como membro permanente, a Rússia pode bloquear qualquer tipo de posição adotada nesta instância da ONU.
O referendo previsto para domingo para decidir sobre a anexação à Rússia da Crimeia, uma península controlada por tropas russas, era considerado no projeto de resolução como "sem nenhuma validade". A votação foi solicitada pelos Estados Unidos, que redigiram um texto moderado para tentar obter o aval de Pequim.
O embaixador russo, Vitaly Churkin, justificou seu voto reiterando que as novas autoridades da Ucrânia são o resultado de um "golpe de Estado" e advertiu que a Rússia "respeitará a vontade do povo da Crimeia". "A Rússia pode impor seu veto a esta resolução, mas não pode vetar a verdade", respondeu a embaixadora americana, Samantha Power, ao invocar o artigo 2 da Carta da ONU.