• Senado russo aprova uso de tropas em território ucraniano
As tropas russas entraram em território ucraniano ilegalmente como um "ato de agressão contra o estado" e "o número deles vem aumentando a cada hora", seguiu. Sergeyev pediu ainda o envio de observadores internacionais e disse que a Rússia "violou brutalmente os princípios básicos da Carta das Nações Unidas".
"Pedimos a todos os estados membros das Nações Unidas para demonstrar solidariedade com a nação ucraniana para proteger a soberania e a integridade territorial do país", acrescentou Sergeyev.
Obama fala com Putin por telefone
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, discutiram a escalada da crise na Ucrânia por telefone neste sábado, contou uma autoridade dos EUA.
A ligação foi feita após Obama ponderar suas opções sobre como responder depois que Putin garantiu a aprovação do Parlamento russo para enviar tropas à ex-república soviética. O presidente americano teria pedido para Putin retirar suas tropas da Ucrânia.
A equipe de segurança nacional de Obama se reuniu neste sábado para estudar possíveis medidas depois que o Parlamento russo abriu o caminho para uma ação militar na Ucrânia. Vários encarregados da segurança nacional, entre eles o chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas norte-americanas, Martin Dempsey, foram à Casa Branca para a pouco usual reunião deste sábado. "A equipe de segurança nacional do presidente se reuniu hoje (sábado) para receber informações de última hora da situação na Ucrânia e discutir potenciais opções", disse um funcionário da Casa Branca.
Obama não se encontrava na reunião, mas recebeu um relatório de sua assessora de segurança nacional, Susan Rice, e outros funcionários. Esta reunião aconteceu um dia de o presidente norte-americano alertar que haveria custos se a Rússia violasse a integridade territorial da Ucrânia, depois da saída do presidente pró-Rússia Viktor Yanukovytch.
Esta mensagem foi ignorada pelo presidente russo, Vladimir Putin, que pediu ao Parlamento de seu país autorização para enviar tropas à Ucrânia, uma medida que levou as autoridades da ex-república soviética a colocar suas tropas em estado de alerta.