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Ucrânia alerta sobre novas táticas russas de ataques em pequenos grupos na frente oriental

Estratégia é focada em desestabilizar as defesas ucranianas através de inúmeros ataques de pequena escala

Tropas russas adotaram uma nova estratégia no front
Tropas russas adotaram uma nova estratégia no front Foto : OLGA MALTSEVA / AFP

As tropas russas adotaram uma nova estratégia no front, focada em desestabilizar as defesas ucranianas através de inúmeros ataques de pequena escala. O comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Oleksandr Sirski, confirmou a mudança tática em declarações divulgadas nesta sexta-feira (26).

"Desde o início do verão, as táticas do inimigo mudaram", disse Sirski. A nova abordagem de Moscou, utilizada na frente leste, consiste em empregar "um grande número de pequenos grupos de ataque", formados por apenas quatro a seis soldados. O objetivo desses grupos é avançar o máximo possível sem serem detectados pelas defesas da Ucrânia.

Objetivos da estratégia

Sirski explicou que a estratégia busca "paralisar" a logística ucraniana e "conquistar territórios sem mobilizar um grande número de soldados". A tática também serve a um propósito de propaganda: permite à Rússia "declarar sua presença" e reivindicar avanços, mesmo que mínimos.

O comandante comparou essa tática aos "mil cortes", uma forma de tortura que inflige múltiplas feridas leves. Esse método de pressão constante tem sido observado, segundo Sirski, perto da cidade de Dobropillia, na região de Donetsk, e na região de Dnipropetrovsk, onde as tropas russas penetraram pela primeira vez neste verão desde a invasão de 2022.

Situação no front e avanços russos

Apesar do uso de pequenos grupos, o comandante-em-chefe ucraniano reconheceu que a situação geral no front é "difícil" e que o Exército russo continua avançando em setores importantes.

Uma análise recente da AFP, baseada em dados do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW) dos EUA, indica que a Rússia capturou aproximadamente 1% do território ucraniano no período de um ano. Essa taxa, embora pareça pequena, é significativa e reforça a necessidade de a Ucrânia se adaptar rapidamente a essas novas táticas de infiltração e pressão constante.

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