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UE aprova redução de 90% das emissões de gases do efeito até 2040

Texto final inclui uma flexibilização ao permitir que os Estados-membros utilizem créditos de carbono comprados fora do continente para ajudar a alcançar o objetivo

Países e legisladores da União Europeia (UE) chegaram a um acordo sobre uma meta ambiciosa de redução das emissões de gases do efeito estufa até 2040
Países e legisladores da União Europeia (UE) chegaram a um acordo sobre uma meta ambiciosa de redução das emissões de gases do efeito estufa até 2040 Foto : COE / Divulgação CP

Os países e legisladores da União Europeia (UE) chegaram a um acordo definitivo nesta quarta-feira (10) sobre uma meta ambiciosa de redução das emissões de gases do efeito estufa até 2040. O texto final, contudo, inclui uma flexibilização importante ao permitir que os Estados-membros utilizem créditos de carbono comprados fora do continente para ajudar a alcançar o objetivo.

A meta central do bloco de 27 nações é reduzir as emissões em 90% na comparação com os níveis de 1990 até 2040. Vários países, liderados pela Itália, haviam manifestado preocupação com a ambição da meta, levando à negociação de mecanismos de compensação.

Compensação externa e críticas de ativistas

O acordo final estabelece que 5% das reduções totais de emissões poderão ser contabilizadas por meio de créditos de carbono adquiridos para projetos de mitigação realizados fora da Europa. Além disso, a UE deixou aberta a possibilidade de, futuramente, permitir que os Estados-membros compensem outros 5% de suas metas por meio de créditos adicionais provenientes dos mercados internacionais de carbono.

Essa decisão gerou críticas de grupos de ativistas, que acusaram a UE de transferir a campanha contra a mudança climática para o exterior, em vez de focar integralmente na descarbonização interna.

Adiamento

Sob pressão de países como Polônia e Hungria, o acordo também prevê o adiamento de um ano, até 2028, para a implementação de um sistema de comércio de emissões para o transporte rodoviário e a calefação de edifícios.

Atrás apenas da China, Estados Unidos e Índia em termos de emissões globais, a UE tem sido a mais comprometida entre os maiores poluidores com a ação climática e já reduziu suas emissões em 37% na comparação com os níveis de 1990.

O acordo final precisa agora ser aprovado formalmente pelos 27 Estados-membros da UE e pelo Parlamento Europeu para entrar em vigor.

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