Os ministros do Interior da União Europeia (UE) chegaram a um "acordo político" para receber 160 mil refugiados, mas não detalharam as cotas para distribui-los. O anúncio foi feito pelos ministros alemão Thomas de Maizière e francês Bernard Cazeneuve, nesta segunda-feira. "Não alcançamos um acordo sobre a divisão por cotas", acrescentou De Maizière.
Na semana passada, a Comissão Europeia havia proposto instaurar uma divisão com cotas obrigatórias por país, o que foi rejeitado por vários Estados. O "acordo político" será ratificado "apenas na próxima reunião de 8 de outubro", acrescentou.
Hoje, os ministros confirmaram que vão receber nos próximos dois anos, conforme acertado em uma reunião em julho, cerca de 32 mil refugiados dos 40 mil pedidos pela Comissão para que fossem "distribuídos". Naquele momento, tratava-se de ajudar Itália e Grécia a enfrentar a chegada em massa de refugiados. Depois disso, o braço Executivo comunitário pediu um esforço adicional para que a UE receba 120 mil refugiados.
De Mazière e Cazeneuve insistiram na necessidade de criar abrigos para receber e registrar os migrantes na Itália, na Grécia e na Hungria, uma condição necessária para a distribuição. Esses centros estariam encarregados de fazer a triagem entre os migrantes econômicos e as pessoas que precisam de proteção internacional, acrescentou Cazeneuve.
O ministro Cazeneuve insistiu ainda na necessidade de contar com "um dispositivo eficaz e poderoso de controle das fronteiras externas". Ele considerou também que a agência europeia Frontex (que coordena a cooperação entre os Estados-membros na gestão das fronteiras externas) deve ficar a cargo da UE para "organizar o retorno daqueles que não conseguem" obter abrigo. Itália e Grécia concordam quanto a criar os centros de acolhida, mas Hungria ainda se mostra ainda reticente.
UE chega a "acordo político" para receber 160 mil refugiados
Divisão por cotas ainda não foi definida