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UE condena morte de jornalistas em ataque israelense em Gaza

Cinco profissionais de imprensa foram mortos em bombardeio de Israel

Quase 200 profissionais da imprensa morreram no conflito, segundo organizações civis
Quase 200 profissionais da imprensa morreram no conflito, segundo organizações civis Foto : Karim Jaafar / AFP / CP

A União Europeia condenou a morte de cinco jornalistas da Al Jazeera em um bombardeio israelense na Faixa de Gaza, declarou a chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, nesta segunda-feira, 11. "A UE condena a morte de cinco jornalistas da Al Jazeera em um bombardeio [militar israelense] perto do hospital Al Shifa na Cidade de Gaza, entre eles o correspondente da Al Jazeera Anas al Sharif", afirmou depois que os ministros das Relações Exteriores da UE conversaram sobre a guerra por videoconferência.

Um comunicado militar israelense acusou Al Sharif de liderar uma "célula terrorista" do movimento islamista palestino Hamas e de ser "responsável por promover ataques com foguetes" contra israelenses. A UE tomou nota da acusação de Israel, indicou Kallas, "mas, nestes casos, é necessário fornecer provas claras, respeitando o Estado de Direito, para evitar ataques a jornalistas".

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O bloco de 27 países enfrenta uma divisão entre os apoiadores de Israel e aqueles que defendem os palestinos, o que impediu que tomassem medidas claras com relação à Gaza. A UE concordou no mês passado em aumentar o acesso à ajuda em Gaza, mas funcionários de alto escalão afirmam que este auxílio foi apenas parcialmente implementado.

Kallas fez um apelo a Israel para que permita a entrada de mais ajuda no território palestino. "Embora esteja chegando mais ajuda, as necessidades continuam sendo muito maiores. Instamos Israel a permitir mais caminhões e uma melhor distribuição de ajuda", disse.