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UE convoca Chipre a colocar em prática plano de resgate econômico

Acordo foi firmado para evitar colapso de bancos na ilha mediterrânea

Presidente do Chipre, Nicos Anastasiades, é estimulado a colocar plano em prática o quanto antes
Presidente do Chipre, Nicos Anastasiades, é estimulado a colocar plano em prática o quanto antes Foto : Georges Gobet / AFP / CP
A União Europeia (UE) convocou nesta segunda-feira o Chipre a colocar em prática o acordo de resgate que prevê uma reestruturação bancária gigantesca na ilha mediterrânea, divulgou o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy. "Todas as partes devem agora assegurar a colocação em andamento do acordo o quanto antes", destacou Van Rompuy em um comunicado oficial.

O acordo foi firmado na madrugada desta segunda-feira depois de cansativas reuniões entre as autoridades cipriotas e europeias. "Devemos trabalhar duramente para aliviar o impacto social da crise no Chipre", acrescentou. Após mais de dez horas de negociações, o acordo foi firmado e envolverá uma reestruturação completa do hipertrofiado setor financeiro da ilha. Em troca, a UE e o Fundo Monetário Internacional (FMI) desembolsarão 10 bilhões de euros para evitar que o país declare um default soberano.

A Rússia, por sua vez, anunciou que estudará as consequências para seus interesses do plano de ajuda ao Chipre, que levará a uma grande taxação sobre os depósitos dos dois principais bancos da ilha, indicou o primeiro-ministro Dimitri Medvedev. "Devemos analisar onde esta história levará e quais serão as consequências para o sistema financeiro e monetário internacional, assim como para nossos interesses", declarou Medvedev. "Continua-se roubando o dinheiro roubado", indicou, ironizando sobre as intenções europeias de que os depósitos russos nesta ilha, com uma controversa reputação bancária, também contribuam no plano de ajuda ao Chipre.

Esta é a primeira reação de Moscou ao plano anunciado após a reunião em Bruxelas. As autoridades russas já haviam expressado sua desaprovação na semana passada após um primeiro acordo elaborado sem consultas com Moscou, que previa um imposto sobre os depósitos bancários, qualquer que fosse seu montante.


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