Os recursos vão permitir acelerar alguns trabalhos de conservação, principalmente do sistema de segurança contra incêndio dos arquivos do museu, além da compra de aparelhos especializados para a conservação de objetos pessoais dos deportados, bem como a digitalização das informações sobre as vítimas.
"A ajuda europeia é um auxílio à parte, antes do estabelecimento definitivo do fundo perpétuo de 120 milhões de euros", declarou o diretor do museu Piotr Cywinski, em comunicado transmitido à AFP. Vários países prometeram participar desse financiamento, com a Alemanha concedendo 60 milhões de euros; a Polônia, 10 milhões; a Áustria, 6 milhões; os Estados Unidos, 15 milhões de dólares e a Grã-Bretanha, 2,5 milhões de libras.
De 1940 a 1945, cerca de 1,1 milhão de homens, mulheres e crianças, entre eles quase um milhão de judeus de vários países da Europa, ocupados pelos alemães, morreram no campo de Auschwitz-Birkenau, assassinados pelos nazistas.
O museu, criado pelo governo polonês em junho de 1947, abriga, hoje, milhares de objetos pessoais das vítimas, necessitando medidas urgentes de conservação. Visitado no ano passado por mais de um milhão de pessoas, o local estende-se por 200 hectares e compreende 155 prédios em mais ou menos bom estado e 300 em ruínas.