A União Europeia prolongou nesta sexta-feira, por seis meses, as sanções econômicas contra a Rússia. Também fez um gesto para a Ucrânia e a Geórgia ao suprimir a necessidade de vistos para estes países em caso de estadias curtas em seu território. A última cúpula europeia de 2015 fechou um "ano dramático" marcado pelos atentados de Paris, a ameaça de uma saída da Grécia da zona do euro e uma grave crise migratória que ameaça suas bases - que, aliás, o Reino Unido pretende modificar.
A Itália pediu aos países membros que se reuniram,em Bruxelas, que discutissem o tema das sanções que atingem duramente a economia russa. A Rússia continuará sancionada até 31 de janeiro de 2016. Moscou é acusada pela UE e pelos Estados Unidos de estar diretamente envolvida no conflito interno na Ucrânia. O governo de Vladimir Putin mantém por sua vez sanções comerciais contra o bloco de 28 países da UE.
A luta contra o terrorismo também marcou a cúpula, a primeira reunião desde os ataques sangrentos em Paris em 13 de novembro, em que 130 pessoas morreram e centenas ficaram feridas. "Os recentes ataques terroristas demonstram especialmente a urgência de melhorar a troca de informação relevante", disseram os líderes. O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, evocou nesta sexta que 2015 foi "dramático".
Para 2016 "não tenho ilusões", disse o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. Questões econômicas, de energia, como o projeto da empresa russa Gazprom para um gasoduto até a Alemanha, e políticos mais uma vez mostraram as fissuras do bloco. "A amizade e respeito que tenho pela chanceler alemã (Angela Merkel) não me impede de levantar questões", disse a repórteres o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, referindo-se a um projeto europeu de garantia de depósitos para evitar movimentos de pânico bancário, e as diferenças sobre o projeto da Gazprom.
Os atentados de Paris "só reforçaram nossa resolução por continuar combatendo o terrorismo", indicaram os líderes no encerramento da cúpula. O presidente francês, François Hollande, destacou que os líderes deram seu apoio para que haja um "controle sistemático" de todas as fronteiras exteriores do bloco. "Isso nos permitirá verificar as entradas e saídas do território", disse Hollande, referindo-se a dados sobre os europeus para lutar na Síria nas fileiras dos jihadistas ou bancos de dados de suspeitos de colaboradores do "terrorismo".
UE estende sanções econômicas contra a Rússia
Cúpula europeia debateu terrorismo em ano dramático para o continente