A União Europeia exigiu de Moscou, nesta sexta-feira, o fim do apoio aos separatistas pró-russos do leste da Ucrânia, depois do grupo anunciar grande ofensiva contra as forças de Kiev. "O tempo urge", alertou a representante da diplomacia europeia, Federica Mogherini, em um comunicado. "A escalada nos combates causou muitas vítimas civis", afirmou ela, um dia depois que os rebeldes tomaram o aeroporto de Donetsk e da morte de oito civis em um ponto de ônibus, vítimas de um projétil.
"Pedimos à Rússia que assuma plenamente suas responsabilidades", declarou Federica, exigindo o fim das hostilidades, a retirada imediata das armas pesadas e o respeito dos acordos de Minsk firmados em setembro de 2014 para encontrar uma saída pacífica para o conflito. A representante denunciou os maus-tratos aos militares ucranianos capturados, que contrariam as convenções internacionais.
Nesta sexta, os separatistas pró-Moscou anunciaram que vão realizar uma grande ofensiva para controlar mais territórios no leste da Ucrânia e rejeitaram uma nova trégua com as autoridades de Kiev. A informação foi oficializada pelo "presidente" da autoproclamada república de Donetsk, Alexandre Zakharchenko.
UE exige que Moscou retire apoio a separatistas na Ucrânia
Grupo anunciou grande ofensiva contra as forças de Kiev