Ele ressaltou, entretanto, que a UE precisa avaliar os detalhes da proposta da Rússia. "A UE sempre está disposta a ajudar no processo de paz, mas temos primeiro que conhecer os detalhes da proposta para saber se é séria e se pode ser aplicada", acrescentou.
A Rússia propôs nessa segunda-feira que a Síria coloque sob supervisão internacional seu arsenal de armas químicas, uma ideia bem recebida pela Organização das Nações Unidas (ONU) e por muitos países, incluindo a própria Síria.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, considerou na segunda-feira "potencialmente positiva" a proposta da Rússia, embora tenha estimado que a mesma responde à ameaça de ataques militares. A ideia da Rússia levou ao adiamento da votação prevista para quarta-feira no Senado americano sobre o plano de Obama de realizar ataques limitados na Síria.
Por sua vez, a UE anunciou que desbloqueava uma parcela da ajuda de 58 milhões de euros para que o Líbano possa enfrentar o fluxo de refugiados sírios. O Líbano é o país mais afetado pela crise. Segundo um relatório recente do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), de um total de mais de dois milhões de refugiados, o Líbano recebeu 720 mil.