As milícias resistem desde 16 de setembro a uma grande ofensiva do EI em Kobane, perto da fronteira com a Turquia. "Os que a conhecem dizem que é culta, inteligente e tranquila. Se preocupa com a força mental dos combatentes e se interessa por seus problemas", afirmou Mustefa Ebdi, um militante curdo natural de Kobane. A presença de mulheres entre as forças curdas não é um fenômeno novo.
Os rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que pegaram em armas na Turquia em 1984 para criar um Estado curdo independente antes de iniciar negociações de paz com Ancara há dois anos, contam há muito tempo com mulheres entre seu grupo.
As combatentes do PKK ficaram conhecidos no mundo todo nos anos 90, com uma campanha que incluía operações suicida. No dia 5 de outubro, a combatente curda Dilar Gencxemis, identificada por seu movimento com o nome de guerra Arin Mirkan, executou um atentado suicida que matou dezenas de jihadistas nos arredores de Kobane.
As YPG são a principal milícia curda síria e o braço armado do Partido da União Democrática (PYD), o principal partido curdo na Síria, que é por sua vez o braço sírio do PKK.