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Unasul propõe cidadania latino-americana

Ernesto Samper projetou liberdade para circular e trabalhar dos 420 milhões de sul-americanos

Ernesto Samper projetou liberdade para circular e trabalhar dos 420 milhões de sul-americanos
Ernesto Samper projetou liberdade para circular e trabalhar dos 420 milhões de sul-americanos Foto : Elza Fiuza / ABr / CP
O secretário-geral da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), Ernesto Samper, propôs neste sábado que o grande tema da instituição neste ano deve ser a discussão do conceito de cidadania latino-americana. De acordo com Samper, a expressão de fraternidade e solidariedade observada tanto no Equador quanto nos demais países da região após o terremoto de 7.8 graus na Escala Richter, que atingiu o país na semana passada, mostra que isso é possível.

Ele enfatizou que a criação de uma "nacionalidade" para o continente, com liberdade de circulação, seria uma conquista essencial. “Que os 420 milhões de sul-americanos que vivem nestes 17 milhões de quilômetros quadrados tenham a possibilidade de movimentar-se, de circular para trabalhar, para estudar, para aposentar-se, para eleger suas autoridades. Isso nasce como una expressão da solidariedade do povo equatoriano”, afirmou.

O secretário-geral anunciou também a criação de um grupo coordenador das oficinas de desastres naturais dos 12 países da Unasul para canalizar a ajuda para que o Equador reconstrua as áreas destruídas pelo terremoto. “Esta ajuda tem que começar a chegar, já, para que se possa, não salvar vidas, construir o futuro”, disse Samper, ao citar uma das conclusões a que chegaram os ministros dos países da Unasur que se reuniram neste sábado em Quito para transferir do Uruguai para a Venezuela a presidência pro tempore (por determinado tempo) do bloco e analisar as ações de ajudar ao Equador.