As medidas valerão a partir do próximo ano. O acordo não fixa limites para as importações palestinas nos setores agrícola e de pesca no mercado da União Europeia. Os produtos palestinos são submetidos atualmente ao controle das alfândegas israelenses.
"Abrir o mercado europeu diretamente aos produtos palestinos é apenas a primeira etapa na construção de um Estado palestino, seguindo a lógica de uma solução com dois Estados [de Israel e da Palestina no contexto do desenvolvimento econômico”, disse a relatora da Comissão do Comércio Internacional do Parlamento Europeu, Maria Eleni Koppa.
O comissário europeu para a Agricultura, Dacian Ciolos, disse que o acordo exclui o que é produzido em colônias israelenses em território palestino. A Autoridade Nacional Palestina será o menor parceiro comercial da União Europeia.
Em 2009, o comércio entre palestinos e integrantes da União Europeia ficaram em torno de 56,6 milhões de euros. No primeiro trimestre de 2010, o comércio aumentou 32,6% nas importações. O acordo aprovado hoje tem duração de dez anos e pode ser prorrogado.