A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, anunciou nesta quinta-feira a criação de um Grupo de Contato de países europeus e latino-americanos para trabalhar por uma saída da crise na Venezuela através de eleições. O grupo terá duração de 90 dias. "O objetivo do Grupo de Contato Internacional é claro. É permitir aos venezuelanos que se expressem livre e democraticamente através de novas eleições. Não se trata de mediar", assegurou Mogherini ao final de uma reunião de chanceleres europeus em Bucareste.
• Liderada por Guaidó, oposição chama militares a se rebelarem contra Maduro
Mogherini disse que a posição da UE sobre o quadro na Venezuela é "extremamente clara", já que o bloco mantém sanções em vigor contra o regime do presidente Nicolás Maduro. Ao mesmo tempo, comentou que "os canais têm sido mantidos abertos" com todas as partes em busca de uma solução para o quadro.
• Brasil pode adotar "pequenas sanções" à Venezuela, diz Mourão
Deputado e presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó se autointitulou presidente interino do país, qualificando Maduro como "usurpador" do poder. Ele recebeu apoio de vários países, como Estados Unidos e Brasil, mas Maduro continua a ter o aval de China, Rússia e Turquia. Mogherini afirmou que a UE tem mantido uma "posição muito clara" sobre a Venezuela e lembrou que o bloco não enviou nenhum de seus embaixadores para a posse mais recente de Maduro, o que segundo ela era "um sinal muito claro".
"Tendo dito isso, nós temos mantido nossa presença diplomática em Caracas para ter contatos com todo mundo", comentou. A autoridade europeia ainda pediu a libertação de jornalistas que estão detidos em Caracas. Ela disse que o bloco deseja eleições "livres e justas" na Venezuela, com monitoramento adequado.
União Europeia cria Grupo de Contato para novas eleições na Venezuela
Bloco mantém sanções em vigor contra o regime do presidente Nicolás Maduro