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União Europeia impõe mais sanções à Síria

Integrantes do governo não podem entrar nos países do bloco

Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia (UE) – bloco que reúne 27 países – aprovaram nesta segunda-feira mais sanções a 22 integrantes do governo do presidente da Síria, Bashar Al Assad, entre militares e dirigentes de empresas e entidades governamentais. A decisão foi motivada pelo agravamento da crise política e social no país provocada por conflitos entre manifestantes e agentes do governo.

"A decisão de hoje vai pressionar [ainda mais] os responsáveis pela violência e repressão inaceitáveis na Síria. A mensagem da União Europeia é clara: o ataque deve ser interrompido imediatamente", disse a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton.

A União Europeia determinou o bloqueio dos fundos de 27 das 28 empresas ligadas ao governo. Pelo menos 22 pessoas ligadas a Assad estão proibidas de ingressar em países que integram o bloco. As sanções entrarão em vigor assim que forem publicadas no Diário Oficial da União Europeia.

Em dezembro, a União Europeia proibiu empréstimos para o governo sírio exceto para negociações com fins humanitários. Na ocasião, também impediu a instalação de agências bancárias sírias em território europeu. A UE também impôs o embargo de armas e uma proibição em relação ao petróleo importado da Síria. Há, ainda, restrições sobre os setores bancário, financeiro e comercial.

No total, as medidas atingem 108 pessoas – incluindo o presidente e seu irmão Maher – e 38 empresas. Por meio de comunicado, o governo Assad informou hoje que há um "complô conspiratório".

Nesta segunda-feira, o governo sírio rejeitou o novo plano da Liga Árabe para uma solução da crise no país. A Síria classificou a iniciativa como "grosseira ingerência em assuntos internos".

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