A UE estabeleceu como meta reduzir um terço de seu consumo de energia antes de 2030, uma nova etapa para adaptar sua legislação a seus compromissos no âmbito do Acordo de Paris sobre o Clima. Os negociadores da Eurocâmara e do Conselho da UE, que representa os países do bloco, chegaram a um acordo na última terça-feira à noite sobre uma parte do pacote de "Energia Limpa", proposto pela Comissão no final de novembro de 2016. O acordo, que agora deve ser confirmado pelos eurodeputados e pelos ministros do Conselho da UE, prevê uma meta de eficiência energética de 32,5% para 2030, em relação aos níveis de 1990, com uma cláusula de revisão em 2023.
A meta é ligeiramente superior à do Executivo europeu (30%), mas abaixo do proposto pelo Parlamento do bloco (35%). Se for adotada, entrará em vigor a partir de 2021. Para alcançar seus objetivos, a UE já reformou sua legislação contra a construção de edifícios e sobre energias renováveis. Também está trabalhando para melhorar a eficiência energética de eletrodomésticos e aquecedores de água. "A Europa é, de longe, o maior importador de energia fóssil do mundo. Hoje, pomos fim a isso. Este acordo é um grande impulso a favor da independência energética da Europa", declarou o comissário europeu da Ação para o Clima, Miguel Arias Cañete, em um comunicado.
A nova meta de 32,5% de eficiência energética não convenceu as ONGs, que a consideram insuficiente, em virtude dos compromissos com o Acordo de Paris. Já o Escritório Europeu de Consumidores (BEUC) considerou "globalmente positiva". Também no âmbito do Acordo de Paris, até 2030, os europeus se comprometeram a reduzir em 40% as emissões de gases causadores do efeito estufa para um patamar próximo dos níveis de 1990.
União Europeia quer reduzir consumo de energia em um terço para 2030
ONGs consideraram insuficiente meta de eficiência energética de 32,5%