Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia (UE) concordaram, nesta quinta-feira, 29, em designar a Guarda Revolucionária do Irã como "organização terrorista", após a repressão aos protestos, informou a chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas.
"’Terrorista’, é assim que se qualifica um regime que reprime com sangue as manifestações de seu próprio povo", reagiu a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. "Qualquer regime que mate milhares de seus próprios cidadãos trabalha para sua própria destruição", afirmou Kaja Kallas à margem de uma reunião em Bruxelas.
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Com a inclusão da Guarda Revolucionária iraniana na lista da UE, os europeus se somam a outros países, como Estados Unidos, Canadá e Austrália. Os membros da UE também decidiram, nesta quinta-feira, sancionar vários funcionários iranianos, inclusive o ministro do Interior, Eskandar Momeni, o chefe da polícia e vários líderes da Guarda Revolucionária.
A lista destes funcionários iranianos foi publicada no diário oficial da UE. No total, 21 entidades e indivíduos são alvos destas sanções, que lhes proíbem de entrar na UE e congelam seus ativos no território dos 27 países-membros do bloco.