Avellar disse que nesses dias que antecedem as eleições gerais do Haiti, marcadas para 28 de novembro, têm sido comuns os enfrentamentos entre militares brasileiros e manifestantes que, segundo o oficial, são ligados a partidos políticos. “Alguns desses políticos não veem chance de vencer e procuram desestabilizar a situação para tentar adiar as eleições”, disse.
Manifestações políticas têm sido percebidas não apenas na área do Brabat 2. No último dia 15, um confronto entre manifestantes e soldados da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) no Norte do país, área que não está sob jurisdição de tropas brasileiras, deixou dois mortos e vários feridos. A Minustah condenou a violência e considerou que ela teve “motivação política”.
As manifestações políticas, no entanto, não são o único desafio do Brabat 2, que trabalha em áreas críticas como o bairro de Bel Air, onde atuam gangues. Soldados brasileiros têm tentado coibir também ações criminosas, como no último sábado, quando um militar brasileiro teve que disparar para o alto, para evitar o assalto de uma idosa por homens armados em uma rua de Porto Príncipe. “Acreditamos que a nossa presença ostensiva nas ruas tem evitado a ocorrência de muitos crimes”, disse o coronel.