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Uruguai afirma que Venezuela no Mercosul é um pedido do Brasil

Chanceler uruguaio se disse contrário à sugestão feita pela presidente Dilma Rousseff

Chanceler uruguaio negou imposição do Brasil, mas destacou influência da presidente
Chanceler uruguaio negou imposição do Brasil, mas destacou influência da presidente Foto : Juan Mabromata/AFP/CP
O chanceler do Uruguai, Luis Almagro, afirmou que o ingresso da Venezuela no Mercosul iniciou com um pedido da presidente Dilma Rousseff, conforme o jornal paraguaio ABC Color. Ele enfatizou que a suspensão do Paraguai do bloco, contudo, foi consenso entre os países. "Ocorreu uma ruptura da ordem democrática", justificou.

Sobre a Venezuela, Almagro avaliou que a posição de seu governo era outra, mas que tudo se resolveu "em reunião fechada dos presidentes". Apesar do desejo expresso de Brasil e Argentina na inclusão venezuelana, o chanceler garantiu que não houve imposição dos dois maiores países do bloco, mas enfatizou ter se retirado da sala quando foi lido o texto oficial de inclusão do país governado por Hugo Chávez.

"Para nós este não era o momento e nem a circunstância. Temos restrições jurídicas, políticas e éticas a este respeito, as quais manifestamos durante as negociações" entre os chanceleres em Mendoza, revelou Almagro.
"Nestes termos e nestas condições fui claramente contra o ingresso da Venezuela", acrescentou. "Não sabemos qual foi o argumento do Brasil nesta história, o presidente Mujica não me contou", disse Almagro. "Vamos entregar isto aos serviços jurídicos do ministério para analisar novamente a legalidade desta medida. Para mim, a última palavra não foi dada sobre este tema. É preciso agir de acordo com o Tratado de Assunção e com a legislação vigente", frisou, apesar do Uruguai não ter exercido seu poder de veto.

O presidente paraguaio, Federico Franco, considerou “injusta” a reação dos países vizinhos ao suspender a participação do país do Mercosul e da União de Nações Sul-Americanas (Unasul). Ele afirmou que nenhuma força estrangeira poderá afastar o país do rumo decidido pelo Congresso com a destituição de Fernando Lugo. O Paraguai era a principal força a vetar a inclusão da Venezuela no bloco econômico.


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