Sobre a Venezuela, Almagro avaliou que a posição de seu governo era outra, mas que tudo se resolveu "em reunião fechada dos presidentes". Apesar do desejo expresso de Brasil e Argentina na inclusão venezuelana, o chanceler garantiu que não houve imposição dos dois maiores países do bloco, mas enfatizou ter se retirado da sala quando foi lido o texto oficial de inclusão do país governado por Hugo Chávez.
"Para nós este não era o momento e nem a circunstância. Temos restrições jurídicas, políticas e éticas a este respeito, as quais manifestamos durante as negociações" entre os chanceleres em Mendoza, revelou Almagro.
"Nestes termos e nestas condições fui claramente contra o ingresso da Venezuela", acrescentou. "Não sabemos qual foi o argumento do Brasil nesta história, o presidente Mujica não me contou", disse Almagro. "Vamos entregar isto aos serviços jurídicos do ministério para analisar novamente a legalidade desta medida. Para mim, a última palavra não foi dada sobre este tema. É preciso agir de acordo com o Tratado de Assunção e com a legislação vigente", frisou, apesar do Uruguai não ter exercido seu poder de veto.
O presidente paraguaio, Federico Franco, considerou “injusta” a reação dos países vizinhos ao suspender a participação do país do Mercosul e da União de Nações Sul-Americanas (Unasul). Ele afirmou que nenhuma força estrangeira poderá afastar o país do rumo decidido pelo Congresso com a destituição de Fernando Lugo. O Paraguai era a principal força a vetar a inclusão da Venezuela no bloco econômico.