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Uruguai condena coronel por crimes durante a ditadura

José Gavazzo foi sentenciado a 25 anos de prisão pelo assassinato de 28 pessoas

Gavazzo deverá cumprir 25 anos de prisão por conta do assassinato de 28 pessoas
Gavazzo deverá cumprir 25 anos de prisão por conta do assassinato de 28 pessoas Foto : Miguel Rojo / AFP / CP

A Justiça do Uruguai condenou nesta quarta-feira o coronel reformado José Gavazzo a 25 anos de prisão pelo assassinato de um professor durante a ditadura militar (1973-1985). Gavazzo já cumpre pena de 25 anos, desde 2009, pelo assassinato de outras 28 pessoas durante a ditadura militar no Uruguai.

O juiz Nelson Dos Santos comunicou sua decisão ao promotor especializado em Crimes Contra a Humanidade, Ricardo Perciballe, que em outubro passado havia denunciado Gavazzo pelo desaparecimento, em 1977, do professor e jornalista Julio Castro. "A luz das provas, cabe concluir que José Nino Gavazzo Pereira é o responsável pela morte de Julio Castro, que comandava as pessoas que detiveram, torturaram e assassinaram (...)" Castro.

Os restos mortais de Castro foram localizados em 2011 em um terreno do Exército. Os legistas concluíram que foi torturado e morreu com um tiro na cabeça. O desaparecimento do professor foi denunciado à Justiça por seu filho Julio Castro Ures, em 1985, logo após o retorno à democracia. Em 2003, a Comissão para a Paz formada para esclarecer o destino dos desaparecidos durante a ditadura concluiu que Castro foi detido, levado a um centro clandestino e executado após tortura.