“O Uruguai manifesta sua mais profunda consternação com o repudiável ataque cometido pelas forças armadas israelenses contra uma escola da ONU que causou o assassinato de dezenas de civis indefesos", indicou o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado.
Na nota, o o governo uruguaio indicou que episódios como esse alimentam o ódio e a intolerância, "e violam claramente o direito internacional e o direito internacional umanitário". OUruguai ressaltou também que "não é admissível sob pretexto algum que a população civil seja atacada como alvo militar, já que a morte de mulheres e crianças, de acordo com a lei internacional, pode ser considerada um crime de guerra".
Montevidéu também pediu que as partes em conflito "parem com esta escalada de violência e aceitem de forma urgente um cessar-fogo incondicional e definitivo para as hostilidades, com uma retirada imediata das tropas israelenses da Faixa de Gaza".
O presidente José Mujica disse à revista Búsqueda que o governo busca acelerar a instalação da embaixada uruguaia na Palestina. Ele acrescentou que "é provável" que o embaixador uruguaio em Israel seja convocado para consulta. "Estamos analisando isso seriamente", afirmou.
O chanceler Luis Almagro disse que na semana que vem uma missão vai a Ramallah para a abertura da embaixada na cidade da Cisjordânia. A abertura de embaixadas em Montevidéu e Ramallah havia sido decidida em abril deste ano durante uma viagem de Almagro a países árabes. O Uruguai reconheceu o Estado Palestino em março de 2011, sem especificar as fronteiras deste.
Mujica lembrou nesta quinta-feira que o Uruguai apoiou a criação do Estado de Israel e disse que o povo israelense "merece todo respeito". "Tem o direito de se defender, mas isto é demais. Perdeu a referência", disse.