Lombardi respondeu a uma série de perguntas durante a apresentação da primeira viagem do pontífice ao exterior para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Mais de um milhão de jovens de 170 países, principalmente da América Latina, são esperados no Rio de Janeiro.
Em junho, manifestações em massa foram organizadas em todo o País contra o preço do transporte público, os gastos exorbitantes com a Copa do Mundo de 2014 e a corrupção. “No atual estágio, não esperamos inconvenientes para a JMJ. Todos irão compreender que a mensagem do Papa é uma mensagem de solidariedade", declarou Lombardi.
O porta-voz anunciou ainda que Francisco "não utilizará o papa-móvel blindado" de seus antecessores. "É uma escolha do Papa, em conformidade com o que ele tem feito aqui. Ele se sente bem assim, com este contato com a multidão”, indicou Lombardi, revelando que haverá várias ocasiões em que o pontífice estará em contato com as pessoas durante a sua viagem. Um veículo branco, igual ao utilizado na Praça São Pedro em Roma, e um verde, de reserva, já chegaram ao Rio.
Em relação à programação "leve" prevista para o Papa emérito Bento XVI antes de sua renúncia em fevereiro, a atual agenda “foi adaptada, intensificada, enriquecida com certos eventos", declarou o porta-voz.
Ele citou a ida de helicóptero do Rio de Janeiro ao santuário mariado de Nossa Senhora Aparecida em São Paulo, a visita a pequena favela de Varginha, onde o Papa caminhará a pé e irá a uma casa para encontrar com um família.
O porta-voz indicou ainda que Francisco irá cumprimentar os jornalistas, coletivamente e depois pessoalmente, no avião de Alitalia que o levará ao Rio, mas que ele pediu para não conceder "entrevistas individuais ou coletivas", mesmo que sejam "preparadas" (como era o caso com Bento XVI) ou "espontâneas" (como com João Paulo II).