Veja a situação no Senado e na Câmara dos EUA após as eleições

Veja a situação no Senado e na Câmara dos EUA após as eleições

Votação foi marcada por presença significativo de mulheres e candidatos de minorias étnicas e sexuais

AFP

Democratas assumiram controle da Câmara, enquando os republicanos reafirmam poder no Senado

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Os americanos, que foram às urnas na terça-feira pela primeira vez desde a vitória de Donald Trump em 2016, elegeram um Congresso dividido: os democratas assumiram o controle da Câmara de Representantes, enquanto os republicanos reforçaram seu controle do Senado. 



Os democratas, vitoriosos na Câmara

Os democratas assumiram o controle da Câmara de Representantes, surfando na indignação contra Donald Trump e na promessa de proteger a cobertura da saúde, sem, contudo, transformar em "onda" o movimento de contestação. Eles estão prestes a tomar pelo menos 27 assentos dos republicanos, incluindo quatro na Pensilvânia, mas também na Flórida, Colorado, Kansas, Nova Jersey, Nova York e Virgínia.

A votação foi marcada por um número significativo de mulheres, jovens e candidatos de minorias étnicas e sexuais. As democratas Ilhan Omar (Minnesota) e Rashida Tlaib (Michigan) são as primeiras muçulmanas eleitas para o Congresso, e Sharice Davids (Kansas), a primeira indígena. Alexandria Ocasio-Cortez (Nova York), membro da ala esquerda do Partido Democrata, tornou-se aos 29 anos a mais jovem no Congresso.




O ex-jogador de futebol americano Colin Allred venceu em Dallas a disputa contra um republicano em final de mandato.
A líder dos democratas na Câmara, Nancy Pelosi, prometeu na terça-feira um novo equilíbrio de poder nos Estados Unidos, já que os americanos mostraram que estão "fartos de divisões".

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A Câmara baixa é composta por 435 assentos, renovados a cada dois anos. Os democratas deveriam roubar 23 assentos republicanos para conquistar uma maioria. O site independente Cook Political Report prevê que eles vão tomar pelo menos 30 assentos.

Republicanos mantêm o Senado

No Senado, os republicanos reforçam sua maioria, ganhando, de acordo com a imprensa americana, pelo menos 51 assentos. Favorecidos por um mapa eleitoral vantajoso, ocuparam vários assentos dos democratas. Eles foram forçados a defender dez assentos em estados pró-Trump. Resistiram na Virgínia Ocidental e em Nova Jersey, mas perderam no estado-chave de Indiana, no Missouri e na Dakota do Norte, terras conservadoras. Os republicanos conquistaram uma vitória valiosa ao manterem o assento de Ted Cruz no Texas, apesar dos milhões de dólares gastos para apoiar o astro democrata Beto O'Rourke.

E, na Flórida, o ex-governador Rick Scott derrotou o democrata Bill Nelson. O assento republicano do Mississippi será reaberto no final de novembro, uma vez que nenhum dos candidatos atingiu a marca de 50%. O Senado americano conta com 100 assentos. 

Governadores

Os democratas perderam uma das corridas mais acirradas para um dos 36 cargos de governadores: o duelo entre o democrata Andrew Gillum, o primeiro candidato negro para o posto na Flórida, e o republicano Ron DeSantis, um firme defensor do presidente Trump. Apesar das acusações de racismo, DeSantis finalmente venceu após um duelo muito apertado.

A outra disputa, acompanhada de perto, ainda em suspenso, foi travada na Geórgia entre o republicano Brian Kemp e a democrata Stacey Abrams, que aspirava a se tornar a primeira governadora negra de um Estado americano. No Colorado, os eleitores escolheram o democrata Jared Polis, que se tornará o primeiro governador americano abertamente gay. E no Kansas, muito conservador, a democrata Laura Kelly surpreendeu ao derrotar o favorito Kris Kobach.

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