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Venezuela acusa EUA de travar “guerra não declarada” e pede investigação da ONU

Ministro da Defesa classificou a presença militar americana como uma "ameaça"

Venezuela iniciou exercícios militares na ilha de La Orchila
Venezuela iniciou exercícios militares na ilha de La Orchila Foto : Handout / CEOFANB / AFP

O governo de Nicolás Maduro afirmou nesta sexta-feira (19) que o envio de navios dos Estados Unidos ao Mar do Caribe representa uma "guerra não declarada". A declaração foi feita pelo ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, que classificou a presença militar americana como uma "ameaça".

Os Estados Unidos enviaram oito navios com a justificativa de combater o tráfico de drogas, resultando na eliminação de três embarcações e 14 mortos, segundo o presidente Donald Trump.

Padrino López questionou os ataques, classificando-os como "execuções" e criticou a falta de interceptação das embarcações, considerando a ação uma "guerra não declarada". Trump, por sua vez, publicou um vídeo de um ataque militar, mas sem detalhar se a ação ocorreu perto da Venezuela.

Venezuela pede Investigação da ONU

Em resposta à ação dos EUA, a Venezuela iniciou exercícios militares de 72 horas com 2.500 efetivos na ilha de La Orchila, a cerca de 65 quilômetros da costa venezuelana. O Ministério Público venezuelano, liderado pelo procurador-geral Tarek William Saab, solicitou que a ONU investigue os ataques, qualificando-os como "crimes contra a humanidade".

O chanceler Yván Gil afirmou que a Venezuela apelou ao Conselho de Segurança da ONU para que exija o "cessar imediato das ações militares" dos Estados Unidos. O embaixador venezuelano na ONU, Alexander Yánez, formalizou a posição do país.

A escalada da tensão ocorre em meio a acusações de Washington de que Maduro lidera um cartel de narcotraficantes. O líder opositor Henrique Capriles se manifestou contra a escalada de tensão, afirmando que a solução é política e não militar.

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