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Venezuela identifica “restos humanos” de bombardeio dos EUA, diz ministro

Ataque a Caracas e a estados vizinhos para capturar Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, deixou ao menos 100 mortos

Segundo o balanço oficial, o ataque dos EUA na Venezuela deixou ao menos 100 mortos
Segundo o balanço oficial, o ataque dos EUA na Venezuela deixou ao menos 100 mortos Foto : FEDERICO PARRA / AFP / CP

A Venezuela trabalha na identificação de “restos humanos” encontrados após o ataque dos Estados Unidos que levou à queda de Nicolás Maduro, informou nesta terça-feira (13) o ministro venezuelano do Interior, Diosdado Cabello.

Forças americanas bombardearam Caracas e três estados vizinhos na madrugada de 3 de janeiro, uma operação concluída com a captura de Maduro e sua esposa. Os dois são acusados nos Estados Unidos de narcotráfico.

O balanço oficial é de pelo menos 100 mortos. Cerca de 55 membros da equipe que fazia a segurança de Maduro morreram, entre eles 32 cubanos.

“As explosões foram tão fortes que há pessoas que não sabemos onde estão”, disse Cabello, em entrevista coletiva. Pessoas “fragmentadas de tal forma que é impossível” identificá-las, descreveu.

A polícia científica e a medicina forense realizam “estudos para analisar o DNA de pedaços de restos humanos” dos mortos no ataque militar americano, disse o líder chavista. “Um ultraje completo o que fizeram contra a Venezuela enquanto as pessoas dormiam. Morreram sem se dar conta”.

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O ambiente era de calma em Caracas após a ação que depôs Maduro. As longas filas que surgiram em um primeiro momento em supermercados e postos de gasolina desapareceram dias após o ataque.

“O país está tranquilo, em paz, volta à normalidade internamente”, afirmou Cabello. “Temos que seguir em frente”.