"A Venezuela não reconhece este ato írrito sustentado na Lei da Selva de alguns funcionários que estão destruindo o MERCOSUL", escreveu a chanceler Delcy Rodríguez em sua conta do Twitter.
Venezuela no reconoce este acto írrito sustentado en la Ley de la Selva de unos funcionarios que están destruyendo el MERCOSUR. — Delcy Rodríguez (@DrodriguezVen) 2 de dezembro de 2016
A chanceler venezuelana completou que o país - que entrou para o bloco em 2012 - "seguirá exercendo a presidência legítima (do Mercosul) e participará com direito a voz e voto em toda as reuniões como Estado Parte". "Convocamos os povos do MERCOSUL que não deixem arrebatar seus mecanismos de integração, sequestrados x burocratas intolerantes", escreveu a ministra das Relações Exteriores na rede social.
Os quatro países fundadores do Mercosul - Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai - enviaram uma "comunicação" à Venezuela indicando que os direitos do país no bloco "estão suspensos". A informação foi dada nessa quinta-feira por uma fonte do governo brasileiro.
A decisão está ligada ao vencimento do último prazo acordado, em setembro, para que Caracas cumprisse com suas obrigações de adesão ao Mercosul. Os estados partes do Mercosul deram prazo de três meses à Venezuela para cumprir o estabelecido no Protocolo de Adesão quanto à adoção da normativa do bloco.
A Venezuela incorporou-se como sócio pleno do Mercosul em junho de 2012, em decisão tomada pelos então presidentes do Brasil, Dilma Rousseff; da Argentina, Cristina Kirchner; e do Uruguai, José Mujica, que previamente suspenderam o Paraguai, cujo Congresso não ratificou o protocolo de adesão deste país. O argumento para suspender o Paraguai foi a destituição do ex-presidente de esquerda Fernando Lugo por um julgamento político iniciado pelo Parlamento, com a acusação de mau desempenho.