"Pedimos ao nosso embaixador nas Nações Unidas (ONU), Samuel Moncada, que enviasse uma carta ao secretário-geral pedindo as garantias para o presidente Maduro e sua comitiva", disse nesta segunda-feira o chanceler Elías Jaua à televisão oficial em Pequim, onde acompanha o mandatário em uma visita oficial.
Na quinta, Maduro protestou contra a recusa de Washington em permitir o uso de seu espaço aéreo na primeira viagem do presidente venezuelano à China, depois da qual participará nesta quarta da Assembleia Geral da ONU. "O presidente e nós, sua comitiva, necessitamos de garantias de que vamos ser respeitados pelo governo dos Estados Unidos", acrescentou Jaua, que afirmou que o governo venezuelano trabalha para que "não haja inconveniente algum que atinja a majestade do presidente".
O chanceler denunciou na quinta-feira a postura dos Estados Unidos, que na sexta informaram que haviam concedido a autorização, apesar de a "solicitação não ter sido entregue adequadamente". Maduro também acusou o governo americano de não querer conceder o visto a parte da comitiva que o acompanharia à Assembleia Geral. No entanto, Washington afirmou que "nenhum visto" foi negado à delegação venezuelana.
Estados Unidos e Venezuela, sem embaixadores desde 2010, mantêm uma relação conflituosa desde o governo do falecido Hugo Chávez (1999-2013), embora Washington continue sendo o maior comprador de petróleo venezuelano.