Apesar da disponibilidade, Maduro condiciona a retomada do diálogo ao fim de incidentes como a proibição do governo Barack Obama à passagem do avião presidencial venezuelano no espaço aéreo dos Estados Unidos, como ocorreu em setembro quando ele se deslocou à China.
Segundo Maduro, Washington terá de entender que a Venezuela é um “país verdadeiramente independente”. Ele considerou algumas posições norte-americanas como “infantis”. Os dois países mantêm as suas embaixadas com encarregados de negócios depois de terem ficado sem diplomatas, no fim de 2010.
Nos últimos meses, a Venezuela cancelou, em duas ocasiões, iniciativas para manter o diálogo com os Estados Unidos, em reação a comentários de funcionários norte-americanos que considerou ingerência. Os dois países voltaram a ter problemas de relacionamento em setembro, quando Nicolás Maduro expulsou três funcionários da embaixada norte-americana em Caracas por suspeita de intervenção em assuntos internos.