Mundo

"Venezuela tem que ser suspensa definitivamente do Mercosul", afirma Macri

Chanceleres se reunirão no sábado para decidir sobre suspensão política

Chanceleres se reunirão no sábado para decidir sobre suspensão política
Chanceleres se reunirão no sábado para decidir sobre suspensão política Foto : Adam Bery / AFP / CP
O presidente de Argentina, Mauricio Macri, considerou nesta quinta-feira que a Venezuela, imersa em uma séria crise política, econômica e social, tem que ser suspensa "definitivamente do bloco Mercosul pelas denúncias de violações de direitos humanos. "A Venezuela tem que ser suspensa definitivamente do Mercosul", disse Macri em declaração à rádio Brisas da cidade de Mar del Plata, a 400 km da capital.

Os chanceleres do Mercosul se reunirão em São Paulo ou em Brasília no sábado para decidir sobre a suspensão política da Venezuela do bloco "pela ruptura da ordem democrática" no país, anunciou nesta quarta-feira o chanceler paraguaio, Eladio Loizaga. Segundo o presidente argentino "é inaceitável o que está acontecendo neste país". "Se está chegando a um consenso em toda América Latina e no mundo em geral para condenar o governo venezuelano", apontou.  

Macri disse que sob a presidência de Nicolás Maduro na Venezuela, "os direitos humanos são violados sistematicamente". "Os venezuelanos estão muito mal. A vida dos cidadãos perdeu valor", acrescentou o presidente argentino, referindo-se à onda de protestos contra o governo de Maduro desde abril passado e que deixou 125 mortos.
Macri também expressou seu apoio a um pedido formulado na quarta-feira pelo presidente do bloco governista na Câmara dos Deputados, Mario Negri, para que seja retirada a Ordem do Libertador San Martín concedida ao presidente venezuelano Maduro pela ex-presidente Cristina de Kirchner (2007-2015).

O governo da Venezuela se prepara para instalar na sexta-feira a Assembleia Constituinte impulsionada por Maduro, fortemente questionada pela comunidade internacional e cuja eleição é investigada por "fraude". A instalação acontecerá em meio a protestos convocados pela oposição e pelo escândalo após a denúncia da Smartmatic - empresa que deu suporte tecnológico às eleições para a Constituinte - de que houve "manipulação" dos dados de participação apresentados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE).