Os partidos de oposição do maior produtor de petróleo da América do Sul seguramente deverão ter conquistas importantes, após terem boicotado a eleição para o Legislativo há cinco anos. A dúvida é se a oposição será capaz de conquistar mais do que um terço das 165 cadeiras em disputa, o que significaria que o líder socialista precisará do apoio de seus inimigos para adotar reformas importantes e para fazer indicações para cargos-chave.
O nome de Chávez, que foi eleito presidente pela primeira vez em 1998, não está na cédula eleitoral, mas a personalidade fortíssima de Chávez dominou a campanha --e expôs uma acentuada divisão política em um país com vastas riquezas geradas pelo petróleo e por minerais e com forte desigualdade entre ricos e pobres.
O ex-soldado pára-quedista postou inúmeras mensagens de Twitter ao longo da noite, antes da abertura das urnas, às 6h, incitando seus correligionários a irem às urnas depositar seus votos. "Todos na ofensiva! Nós vamos demonstrar novamente que a revolução está aqui para ficar! Ninguém pode deixar de votar!", afirmou por meio de sua conta pessoal, @chavezcandanga.
Aqueles que apoiam Chávez veem-no como um defensor dos muitos pobres da Venezuela, mas críticos acusam-no de ser um ditador vulgar. Sua popularidade oscila em média entre 40 e 50 por cento, muito abaixo do pico atingido há alguns anos, mas provavelmente não o suficiente para garantir que seu Partido Socialista deixe de conquistar a maioria.
Segundo as pesquisas, os socialistas estão com vantagem sobre a recém-formada nova frente de oposição Unidade Democrática. Mas os opositores argumentam, no entanto, que existe uma onda de descontentamento com o presidente que irá provar que as pesquisas estão erradas.