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Vice-presidente americano descarta solução militar para Ucrânia

Presidente ucraniano disse que país precisa de um exército forte e novas armas para defender civis

Biden se reunirá com presidente ucraniano e chanceler alemã no próximo sábado
Biden se reunirá com presidente ucraniano e chanceler alemã no próximo sábado Foto : Nicholas Kamm / AFP / CP
O vice-presidente americano, Joe Biden, disse não existir uma "solução militar" para a crise na Ucrânia, no momento em que Kiev espera a entrega de armas dos Estados Unidos. No próximo sábado, ele se reunirá com o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, e com a chanceler alemã, Angela Merkel, em paralelo à Conferência Internacional sobre Segurança em Munique, no sul da Alemanha.

A análise aparece na entrevista divulgada na edição desta quinta-feira do jornal alemão "Süddeutsche Zeitung". "Dissemos desde o início que não há solução militar para essa crise. Não temos qualquer interesse em uma escalada militar e insistimos em que seja o contrário", afirmou, acrescentando que os Estados Unidos podem se limitar a oferecer "uma ajuda no campo da segurança".

De acordo com o jornal, que antecipou a publicação de alguns trechos da entrevista, isso pode significar que os Estados Unidos vão se restringir à ajuda que tem sido dada até agora: coletes à prova de bala, equipamentos médicos, aparelhos de visão noturna, entre outros. Já o secretário de Estado americano, John Kerry, chega nesta quinta-feira a Kiev, onde se reunirá com Poroshenko e com o primeiro-ministro Arseni Yatseniuk.

Em entrevista publicada pelo jornal alemão "Die Welt", também na edição desta quinta, Poroshenko pede aos países-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) que entreguem armas ao Exército para se defender frente ao agressor, em uma referência aos rebeldes pró-russos do leste do território.

"É preciso defender a paz. É a razão pela qual precisamos de um Exército forte com novas armas. Isso nos ajudará a defender a população civil contra os duros ataques dos terroristas", completou Poroshenko, em alusão aos rebeldes separatistas pró-russos.