Horas depois da confirmação do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, o vice-presidente norte-americano, JD Vance chamou o acordo de “trégua frágil”. Segundo informações da rede de notícias CNN, o político demonstrou receio com o modo de negociação do governo iraniano.
Conforme Vance, a resposta do Irã varia de acordo com o grupo que integra a administração islâmica. Ele comentou que o ministro das Relações Exteriores iraniano respondeu favoravelmente ao plano, mas outros mentiram sobre as conquistas dos Estados Unidos no que diz respeito às ações militares.
"Se os iranianos estão dispostos a trabalhar conosco, eu acho que poderemos fazer um acordo. Se eles irão mentir, enganar e até mesmo evitar a frágil trégua que foi acordada, daí eles não ficarão felizes”, disse em viagem a Budapeste, na Hungria.
Vance comentou ainda que o presidente Donald Trump pediu a sua equipe que segurasse o uso de ferramentas militares e diplomáticas para aplicar pressão no Irã. “Ele nos disse para ir à mesa de negociação, mas se os iranianos não fizerem o mesmo, eles irão descobrir que o presidente dos Estados Unidos não é a pessoa com quem é possível brincar”, avisou.
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Cessar-fogo
O acordo de cessar-fogo aceito por Irã e Estados Unidos também teve a aprovação de Israel. Dirigentes do Paquistão, que funcionaram como mediadores, afirmaram que o acerto inclui o Líbano, mas o governo israelense discorda desta versão.
"Com base nas conversas com o Primeiro-Ministro Shehbaz Sharif e o Marechal de Campo Asim Munir, do Paquistão, nas quais me solicitaram que suspendesse o envio de forças destrutivas ao Irã esta noite, e desde que a República Islâmica do Irã concordasse com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, concordo em suspender os bombardeios e ataques ao Irã por um período de duas semanas", escreveu o presidente Donald Trump na rede Truth Social.
Ainda de acordo com Trump, a razão para a trégua é que os objetivos militares americanos na guerra foram cumpridos e os EUA estão perto de um acordo definitivo com o Irã.
"Recebemos uma proposta de 10 pontos do Irã e acreditamos que ela constitui uma base viável para a negociação. Quase todos os pontos de discórdia anteriores foram acordados entre os Estados Unidos e o Irã, mas um período de duas semanas permitirá que o Acordo seja finalizado e consolidado", acrescentou.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, garantiu uma passagem segura durante duas semanas para os navios através do Estreito de Ormuz, a via de saída de um quinto do petróleo mundial, que Teerã havia fechado em retaliação pela guerra iniciada em 28 de fevereiro.
"Se os ataques contra o Irã cessarem, nossas poderosas Forças Armadas cessarão suas operações defensivas", disse Araghchi.