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VÍDEO: Israel destrói outro grande edifício residencial na Cidade de Gaza

Ofensiva ocorre no 700º dia de guerra contra o Hamas

Ofensiva ocorre no 700º dia de guerra contra o Hamas
Ofensiva ocorre no 700º dia de guerra contra o Hamas Foto : Reprodução / AFP TV / AFP

O Exército de Israel destruiu neste sábado (6) mais um grande edifício residencial na Cidade de Gaza. O ataque ocorreu em uma área cuja população foi convocada a se deslocar para uma "zona humanitária", um alerta para a esperada operação terrestre. O coronel Avichay Adraee, porta-voz do Exército, usou as redes sociais para ordenar a evacuação da região, onde a ONU estima que vive cerca de um milhão de pessoas.

Pouco depois do aviso, o Exército anunciou a destruição de um prédio conhecido por testemunhas como Susi. O ataque segue uma ofensiva da última sexta-feira, que também destruiu um edifício semelhante, e a qual o ministro da Defesa, Israel Katz, comentou no X (antigo Twitter): "Seguimos".

Acusações e condições de paz

Israel acusa o Hamas de usar os grandes edifícios residenciais como "infraestruturas terroristas", algo que o movimento palestino nega. O Exército israelense afirma controlar 75% da Faixa de Gaza e 40% da cidade e declara que seu objetivo é acabar com o Hamas e libertar os reféns.

A ofensiva acontece após o presidente dos EUA, Donald Trump, revelar que está em negociações "muito profundas" com o Hamas. O grupo aceitou em agosto uma proposta de cessar-fogo com a libertação de reféns em etapas. No entanto, o governo de Benjamin Netanyahu exige a libertação de todos os reféns de uma só vez, o desarmamento do Hamas e o controle da segurança da Faixa.

"Zona Humanitária" e oposição da população

O porta-voz Adraee indicou que foi declarada uma "zona humanitária" em Al Mawasi, ao sul da Cidade de Gaza, para facilitar a evacuação e que a área conta com "infraestruturas humanitárias essenciais" e abastecimento de alimentos e medicamentos. No entanto, moradores locais relatam uma realidade diferente.

Basam al Astal, um deslocado para Al Mawasi, afirmou que a zona não é "nem humanitária nem segura". "Não há espaço para as tendas, nem serviços humanitários, nem água, nem saneamento, nem ajuda alimentar", disse. O morador Abdelnaser Muchtaha também acusa o Exército de mentir e de abrir fogo em zonas de evacuação.

A Defesa Civil de Gaza informou que 42 pessoas morreram nesta sexta-feira, metade delas na Cidade de Gaza e arredores. O ataque de 7 de outubro de 2023 resultou na morte de 1.219 pessoas em Israel, e a retaliação israelense deixou mais de 64.300 mortos em Gaza.

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