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Vigílias lembram mortos em escola dos EUA

Crianças ficaram encurraladas e foram alvo fácil do atirador

Jogadores do Los Angeles Lakers fizeram um minuto de silêncio em prol das vítimas antes do jogo da NBA
Jogadores do Los Angeles Lakers fizeram um minuto de silêncio em prol das vítimas antes do jogo da NBA Foto : Rob Carr / Getty Images North America / AFP / CP
Vigílias em homenagem aos mortos no massacre em uma escola norte-americana nessa sexta ocorrerem em diversos pontos dos Estados Unidos. Em Newtown, cidade da tragédia, pessoas levaram velas e flores para a igreja de St. Rose. O mesmo cenário ocorreu em Washington, na frente da Casa Branca.

Na manhã de ontem, um jovem atirador assassinou 26 pessoas, incluindo 20 crianças pequenas, em uma escola do ensino fundamental em Connecticut. O porta-voz da polícia estadual, tenente Paul Vance, confirmou que o atirador matou 18 crianças dentro do colégio de Sandy Hook, enquanto duas morreram em um hospital. Também morreram seis adultos e o agressor. As autoridades ainda não esclareceram se o atirador cometeu suicídio ou foi morto em uma ação policial.

O incidente foi o segundo mais grave nos recorrentes tiroteios registrados em centros educacionais dos Estados Unidos. O governador do estado, Dan Malloy, afirmou que "o mal visitou hoje esta comunidade". A escola de Sandy Hook tem 600 alunos com idades entre cinco e 12 anos.

A imprensa local informou que o atirador teria matado o pai em casa e a mãe na escola, onde ela trabalhava. O diretor e a psicóloga do colégio estariam entre as vítimas fatais. A emissora NBC noticiou que o assassino morto era Adam Lanza, de 20 anos, a quem a polícia teria confundido com o irmão mais velho, Ryan Lanza, de 24, cuja carteira de identidade ele estava portando no momento em que invadiu a escola.

O irmão sobrevivente foi levado sob custódia e estava sendo interrogado, segundo várias emissoras de TV. No entanto, não houve confirmação imediata da polícia sobre a identidade do assassino.

Crianças ficaram encurraladas

O massacre começou por volta das 09h30min local e "ocorreu em duas salas", o que sugere que as crianças ficaram encurraladas no local e foram alvo fácil do atirador, disse Vance. Na escola Sandy Hook estudavam cerca de 600 crianças, com entre cinco e 12 anos, incluindo vários filhos de brasileiros. O consulado do Brasil em Connecticut revelou que fez contatos com várias famílias e que não há informação sobre vítimas brasileiras.

Segundo a imprensa local, o atirador utilizou ao menos duas armas, uma pistola Glock e um fuzil Sig Saeur para cometer o massacre na pacata cidade de Newtown.

Obama chora

O presidente americano, Barack Obama, chorou ao revelar que sente uma "tristeza opressiva" pelo massacre em Connecticut, um "crime abominável", e prometeu adotar medidas "significativas" para impedir tragédias envolvendo armas de fogo.

"A maioria daqueles que morreram hoje eram crianças, lindas criancinhas com idades entre 5 e 10 anos", disse Obama na Casa Branca. "Elas tinham a vida toda pela frente, aniversários, formaturas, casamentos, seus próprios filhos".

Durante o discurso, Obama fez várias pausas e respirou profundamente, algumas vezes enxugando as lágrimas que insistiam em rolar.

"Entre os falecidos estão ainda professores, homens e mulheres que devotaram suas vidas a ajudar nossas crianças a realizar seus sonhos. Nossos corações estão partidos hoje por causa dos pais e avós, dos irmãos e irmãs daquelas crianças pequenas e pelas famílias daqueles que estão perdidos".

"Como país, já passamos demais por coisas assim", disse Obama sobre massacres anteriores no Colorado, no Oregon e no Wisconsin. "Estas localidades são nossas, essas crianças são nossas (...). Precisamos nos unir e tomar medidas significativas para evitar que mais tragédias como estas, independente de questões políticas".

O presidente ordenou que a bandeira americana fique a meio-mastro na Casa Branca, nos prédios federais e nos complexos militares em memória das vítimas do massacre.



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