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Violência continua na Síria, apesar de acordo por cessar-fogo

Segundo a oposição, 52 pessoas morreram em confrontos nesta terça-feira

A violência continua na Síria nesta terça-feira, dia estipulado para um cessar-fogo entre a oposição e o governo do presidente Bashar Al-Assad. O plano de paz, indicado pela Organização das Nações Unidas (ONU), previa uma retirada de tropas sírias dos centros urbanos mais populosos e o fim do uso de artilharia pesada nesta terça-feira. Na quinta-feira, o cessar-fogo seria integral, com o fim completo da violência.

O emissário internacional para a Síria Kofi Annan, afirmou nesta terça-feira em Hatay, Turquia, que o exército de Bashar al-Assad está se retirando de alguns locais, mas se desloca para outros, onde não havia operado antes. Annan fez essas declarações à imprensa depois de ter visitado um campo de refugiados sírios na localidade turca, perto da fronteira entre os dois países. Já o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, pediu que Annan intensifique a pressão sobre a oposição síria, em uma conversa por telefone. "Lavrov ressaltou, em particular, que a oposição síria e os países que a apoiam devem tomar medidas urgentes para garantir o fim da violência, convocando Annan a intensificar o trabalho com eles neste sentido", indicou um comunicado oficial.

Ao mesmo tempo, a Casa Branca afirmou que espera que o Conselho de Segurança da ONU aja em relação à Síria se Kofi Annan considerar que o regime de Damasco não respeita seu compromisso de um cessar-fogo. "Esperamos que o Conselho de Segurança da ONU avalie a situação na Síria se Annan concluir que o regime de Assad não respeita seus próprios compromissos", declarou aos jornalistas o porta-voz da presidência americana, Jay Carney. Carney ressaltou que os Estados Unidos aguardam a avaliação de Annan sobre a situação na Síria, que deve ser comunicada às Nações Unidas em uma carta nesta terça-feira, mas repetiu que Washington não viu "sinal algum" de uma redução da violência.

Segundo a oposição, ao menos 52 pessoas, 28 delas civis, morreram na Síria nesta terça-feira. Entre os mortos também há 19 membros das forças governamentais e cinco rebeldes, mortos nos combates travados por ambas as partes em várias províncias do país, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

A Síria vive desde o dia 15 de março de 2011 uma revolta popular contra o regime de Bashar al-Assad, cuja repressão já deixou mais de 10 mil mortos, segundo o OSDH.

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