Gráficos disponibilizados pela empresa de monitoramento Renesys mostram que à 0h34min, praticamente todas as rotas das redes egípcias deixaram de ter tráfego para os demais países. O bloqueio surge horas antes de uma nova manifestação, programada pela internet nos últimos dias. Desde a década de 1960, manifestações só podem ocorrer no Egito com autorização governamental.
Nessa quinta, o governo negou qualquer interferência nos provedores ou nas páginas das redes sociais, como já havia sido denunciado nos três primeiros dias de protestos populares contra a situação econômica do país. Nas redes sociais, é imensa a quantidade de mensagens dizendo que os egípcios temem pela reação da polícia, mas não vão desistir das manifestações programadas para hoje, logo depois das orações muçulmanas.
Os protestos vêm sendo combatidos pela polícia, algumas vezes até com força letal. Seis pessoas já morreram na escalada de violência, entre elas dois policiais. Os manifestantes empregam barrigadas, incendeiam carros e houve o registro de ataques com bombas caseiras a escritórios públicos.