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Violência no Egito: governo Mubarak bloqueia internet e torpedos de celular

Seis pessoas já morreram em protestos contra o presidente e a situação econômica no país

Durante a noite e a madrugada, fumaça tomou conta da capital Cairo
Durante a noite e a madrugada, fumaça tomou conta da capital Cairo Foto : Khaled Desouki/AFP/CP
A população do Egito está sob um blecaute eletrônico desde as primeiras horas da manhã desta sexta-feira. Inúmeras páginas e endereços da internet estão inacessíveis segundo os usuários e o serviço de troca de mensagens curtas por celular (SMS) também foi afetado. Além disso, o acesso a informações de outros países está sendo restringido pelo governo de Hosny Mubarak, que enfrenta uma onda de protestos pela sua renúncia.

Gráficos disponibilizados pela empresa de monitoramento Renesys mostram que à 0h34min, praticamente todas as rotas das redes egípcias deixaram de ter tráfego para os demais países. O bloqueio surge horas antes de uma nova manifestação, programada pela internet nos últimos dias. Desde a década de 1960, manifestações só podem ocorrer no Egito com autorização governamental.

Nessa quinta, o governo negou qualquer interferência nos provedores ou nas páginas das redes sociais, como já havia sido denunciado nos três primeiros dias de protestos populares contra a situação econômica do país. Nas redes sociais, é imensa a quantidade de mensagens dizendo que os egípcios temem pela reação da polícia, mas não vão desistir das manifestações programadas para hoje, logo depois das orações muçulmanas.

Os protestos vêm sendo combatidos pela polícia, algumas vezes até com força letal. Seis pessoas já morreram na escalada de violência, entre elas dois policiais. Os manifestantes empregam barrigadas, incendeiam carros e houve o registro de ataques com bombas caseiras a escritórios públicos.


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